Link de entrevista de José Soares a Imprensa Jovem na Bienal do Livro de 2016.
https://soundcloud.com/user-908534583/entrevista-jose-soares-dre-santo-amaro
Antes do século XV várias aldeias cresciam pelo Planalto do Piratininga. Em 25 de janeiro de 1554 os Jesuítas chegam e fundam a cidade de São Paulo... no Pátio do Colégio. Fosse o Pátio para os indígenas e São Paulo seria uma Cidade Educadora desde o seu nascimento.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
domingo, 5 de junho de 2016
Apontamento sobre Gestão Democrática
APONTAMENTOS SOBRE A GESTÃO
DEMOCRÁTICA
Muitos
estudos e também a pratica cotidiana da Gestão Democrática em muitas escolas, levam
em consideração basicamente o processo de organização da gestão escolar: a
formação de Conselhos de Escola, a atuação dos estudantes organizados ou não em
diversas formas de movimento estudantil, a ação das Associações de Pais e Mestres
(APM), da comunidade e outros atores envolvidos no processo educativo e social
do território... Todos participando e fortalecendo a Gestão Escolar de uma
maneira democrática.
A
Gestão Democrática é muito mais ampla que tudo isso. Ela depende, em sua maior
parte, da construção e formação de lideranças nas escolas.
Em função da diversidade do país o surgimento e a formação de lideranças são fatores decisivos para entender e atuar no aspecto local.
Em função da diversidade do país o surgimento e a formação de lideranças são fatores decisivos para entender e atuar no aspecto local.
Um dos desafios da liderança é o de conseguir conciliar a autonomia
com um padrão de qualidade exigido no processo educativo que seja nacional e
tenha equivalência a um padrão mundial já que a autonomia não pode abdicar dessa
inserção global ao qual estamos submetido e é constantemente avaliado na locomoção do
ser humano pelo planeta terra.
A
Gestão Democrática muito mais que uma superestrutura da educação ela envolve o
papel subjetivo mais objetivo que existe que é a liderança. O contexto da
liderança democrática. A qualidade dessa liderança.
Na
Gestão Democrática a liderança cumpre um papel sistêmico e o salto de qualidade
na educação será determinado pelo envolvimento dessas lideranças em seu
objetivo de buscar essa qualidade.
Uma
excelência na qualidade dos professores precisa de grandes lideres na gestão.
Ela é focada no ensino aprendizagem e no desenvolvimento das pessoas, isso gera
mais autonomia e mais responsabilidades e os sistemas que alcançam um maior
desempenho ganham maior autonomia e a possibilidade de influenciar os mais
fracos.
Num
sistema de Gestão Democrática não cabe apenas a uma pessoa à sua supervisão,
ela cabe também aos alunos a partir de suas organizações, a comunidade, aos
professores e não precisa obedecer a um calendário pré-definido...é continuo.
Com
um processo de Gestão Democrática é possível aumentar o interesse de toda a
população pelo processo educativo. Aumentando a procura e interesse pelo
desenvolvimento da escola, das mídias, redes sociais e outros canais de
divulgação de suas atividades. Aumenta o interesse pelas ações de aprendizagem integral desenvolvidas pelas unidades de ensino e aumenta o acesso aos sites das Secretárias de Educação
e do MEC.
O
grande funil que dificulta o desenvolvimento da Gestão Democrática é a falta de
lideranças comprometidas com esse processo... portanto identificar e
intensificar a formação de lideres apropriados é fundamental.
O
diretor, o supervisor, o coordenador, professores, estudantes e familiares...enfim tod@s que se
preocupam com a qualidade da educação e da Gestão Democrática devem ser
identificad@s e impulsionad@s.
A
igualdade de gêneros, a diversidade, a ação dos direitos humanos são elementos
impulsionadores do surgimento dessas lideranças.
As
lideranças são das escolas, elas emergem das escolas com suas experiências,
conflitos etc. são alçados a condição de lideranças.
Surgem
criando novas soluções, novas estruturas, novos padrões e ela não é única e sim
compartilhada.
O
processo de Gestão democrática é nada mais que a construção de lideranças que
superem as declarações e mostrem evidencias.
O
Brasil, país formado a partir de seus povos originários, indígenas, povos africanos, que mesmo odiosamente escravizados trouxeram
sua cultura para o país como uma das formas de resistências, europeus das mais variadas matizes exploradore(a)s e explorado(a)s... oferece um
padrão de diversidade que qualifica para o exercício da Gestão Democrática e
formação de lideranças.
O
fundamental é que no lugar de procurar a dificuldade, tod@s nós deveríamos incentivar as iniciativas
democráticas que já existam e a partir daí se constituirão. Essas iniciativas vão se espalhando pelos mais diversos sistemas educacionais e unidades de ensino. As lideranças impulsionarão a qualidade do ensino aprendizagem na sua região se
espalhando por todo território nacional.
sábado, 24 de outubro de 2015
Nem aprovação automática nem reprovação insana
NEM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NEM REPROVAÇÃO INSANA
Caminhar num fio tênue entre a aprovação automática e a reprovação insana.
A avaliação é um fato!
A avaliação é um fato!
Constantemente avaliamos e somos avaliados.
A avaliação também é ideológica vejam esses versinhos:
"Tudo o que procuro acho,
Eu pude vê nesse crima,
Que tem o Brasi de baxo
E tem o Brasi de cima.
Brasi de baxo, coitado!
É um pobre abandonado;
O de cima tem cartaz,
Um do ôtro é diferente;
Brasi de cima é pra frente,
Brasi de baxo é pra trás".
(Patativa de Assarè)
O autoritarismo reprovou esses versos que, para eles, não tinham valor nenhum.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aprovou e Patativa foi ovacionado quando apresentou-o num congresso da Sociedade em plena Ditadura Militar.
A aprovação automática virou sinônimo de um estudo sem objetivos, sem qualidade...e com resultado duvidoso...adultos vendo as crianças saírem da escola sem saber ler e/ou escrever...passaram a contestar esse procedimento.
A aprovação automática virou sinônimo de um estudo sem objetivos, sem qualidade...e com resultado duvidoso...adultos vendo as crianças saírem da escola sem saber ler e/ou escrever...passaram a contestar esse procedimento.
A educação pressupõe o diálogo (Paulo Freire). O diálogo pressupõe a escuta.
Sejamos coerentes com nossas concepções freirianas. Escutar é ouvir a sociedade que diz em alto e bom som que não aceita a aprovação automática e também não quer a reprovação excludente e insana de décadas passadas.
Como alternativa a esses dois caminhos precisamos buscar outro:
Nem aprovação automática nem reprovação insana...
Aprovação louvável para tod@s!
Como alternativa a esses dois caminhos precisamos buscar outro:
Nem aprovação automática nem reprovação insana...
Aprovação louvável para tod@s!
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Podemos sonhar duas vezes?
PODEMOS
SONHAR DUAS VEZES?
Nossa geração vem realizando o sonho de
sua vida:
Todo mundo na escola,
A universalização do ensino!
O fruto do esforço de toda uma geração
vem sendo realizado,
Agora um novo sonho toma forma:
Uma
educação de qualidade para todo mundo.
Filosoficamente qualidade é um conceito
discutível.
Por intuição, todo mundo sabe o que é
uma boa qualidade.
Vamos sonhar novamente!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Imprensa Jovem entrevista José Soares - Professor autor
http://www.goear.com/listen/423a0ce/entrevista-jose-professor-autor-da-dre-santo-amaro-imprensa-jovem
quinta-feira, 17 de julho de 2014
DIPLOMA NA MÃO:
Sabendo ler,
escrever, contar e se virar no mundo!
Com as novas mudanças propostas
para a educação na cidade de São Paulo, abriu-se uma discussão de que o
objetivo principal do ensino é reprovar. Falso debate!
A meta básica de todo professor e
toda professora é: ensinar a ler, escrever, contar e levar o estudante ao
aprofundamento do conhecer o mundo para cuidar melhor do planeta, de si mesmo e
do próximo.
Impossível, para o cidadão: pai,
estudante, gestores, educadores... aceitar que a escola certifiquem formandos que não
sabem ler, escrever e fazer cálculos básicos.
Um conjunto de propostas para
melhorar a educação foi apresentado pela Secretaria Municipal de Educação de
São Paulo no ano de 2013, que se chamou projeto "Mais Educação", entre eles:
a - O
curso Fundamental passa a ter três ciclos: alfabetização, interdisciplinar e
autoral, com três anos cada;
b - A
busca pela jornada integral com o fim do turno intermediário (conhecido como
turno da fome) e a possibilidade de ampliação da permanência do estudante na
escola durante todo o dia;
c - Organização
e divulgação do Regimento Educacional com o conjunto de normas que define a
organização e o funcionamento da unidade escolar;
d- Nenhum
aluno poderá deixar a escola sem ter os conhecimentos básicos em ciências,
saber ler, escrever e calcular. É o fim da aprovação automática!
É nesse último item que surgiram críticas dos plantonistas sem causa. Elas tem se apegado e vem dizendo que a ênfase é
na reprovação, estão culpando a vítima, tadinho do aluno que vai ser
traumatizado e blá blá blá...
O objetivo principal, a grande
meta é manter os índices de aprovação, mais que isso, aumentar a quantidade de pessoas
aprovadas, mas diferente de antes, com o estudante sabendo realmente o conteúdo
de suas séries e caso não saiba ele terá várias outras oportunidades como: reforço, cursar a disciplina em que tenha dificuldade no contra turno, grupo de
estudo, etc...
A avaliação deve servir a causa
do bom aproveitamento nos estudos: dar rumo, reforçar pontos fracos... antes
que o estudante chegue ao final do ano ou do curso e não tenha aprendido o
básico.
O projeto foi apresentado à
sociedade, aberto a sugestões e incorporado várias propostas de melhorias
apresentadas pelos paulistanos.
Esta na hora de o estudante ao
passar de ano e concluir o ensino fundamental, saiba realmente, ler, escrever,
contar e tenha noções de artes, ciências, práticas esportivas, língua
estrangeira.... consiga se virar no mundo!
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