domingo, 5 de junho de 2016

Apontamento sobre Gestão Democrática

APONTAMENTOS SOBRE A GESTÃO DEMOCRÁTICA

Muitos estudos e também a pratica cotidiana da Gestão Democrática em muitas escolas, levam em consideração basicamente o processo de organização da gestão escolar: a formação de Conselhos de Escola, a atuação dos estudantes organizados ou não em diversas formas de movimento estudantil, a ação das Associações de Pais e Mestres (APM), da comunidade e outros atores envolvidos no processo educativo e social do território... Todos participando e fortalecendo a Gestão Escolar de uma maneira democrática.
A Gestão Democrática é muito mais ampla que tudo isso. Ela depende, em sua maior parte, da construção e formação de lideranças nas escolas. 
Em função da diversidade do país o surgimento e a formação de lideranças são fatores decisivos para entender e atuar no aspecto local.
Um dos desafios da liderança é o de conseguir conciliar a autonomia com um padrão de qualidade exigido no processo educativo que seja nacional e tenha equivalência a um padrão mundial já que a autonomia não pode abdicar dessa inserção global ao qual estamos submetido e é constantemente avaliado na locomoção do ser humano pelo planeta terra.
A Gestão Democrática muito mais que uma superestrutura da educação ela envolve o papel subjetivo mais objetivo que existe que é a liderança. O contexto da liderança democrática. A qualidade dessa liderança.
Na Gestão Democrática a liderança cumpre um papel sistêmico e o salto de qualidade na educação será determinado pelo envolvimento dessas lideranças em seu objetivo de buscar essa qualidade.
Uma excelência na qualidade dos professores precisa de grandes lideres na gestão. Ela é focada no ensino aprendizagem e no desenvolvimento das pessoas, isso gera mais autonomia e mais responsabilidades e os sistemas que alcançam um maior desempenho ganham maior autonomia e a possibilidade de influenciar os mais fracos.
Num sistema de Gestão Democrática não cabe apenas a uma pessoa à sua supervisão, ela cabe também aos alunos a partir de suas organizações, a comunidade, aos professores e não precisa obedecer a um calendário pré-definido...é continuo.
Com um processo de Gestão Democrática é possível aumentar o interesse de toda a população pelo processo educativo. Aumentando a procura e interesse pelo desenvolvimento da escola, das mídias, redes sociais e outros canais de divulgação de suas atividades. Aumenta o interesse pelas ações de aprendizagem integral desenvolvidas pelas unidades de ensino e aumenta o acesso aos sites das Secretárias de Educação e do MEC.
O grande funil que dificulta o desenvolvimento da Gestão Democrática é a falta de lideranças comprometidas com esse processo... portanto identificar e intensificar a formação de lideres apropriados é fundamental.
O diretor, o supervisor, o coordenador, professores, estudantes e familiares...enfim tod@s que se preocupam com a qualidade da educação e da Gestão Democrática devem ser identificad@s e impulsionad@s.
A igualdade de gêneros, a diversidade, a ação dos direitos humanos são elementos impulsionadores do surgimento dessas lideranças.
As lideranças são das escolas, elas emergem das escolas com suas experiências, conflitos etc. são alçados a condição de lideranças.
Surgem criando novas soluções, novas estruturas, novos padrões e ela não é única e sim compartilhada.
O processo de Gestão democrática é nada mais que a construção de lideranças que superem as declarações e mostrem evidencias.
O Brasil, país formado a partir de seus povos originários, indígenas, povos africanos, que mesmo odiosamente escravizados trouxeram sua cultura para o país como uma das formas de resistências, europeus das mais variadas matizes exploradore(a)s e explorado(a)s... oferece um padrão de diversidade que qualifica para o exercício da Gestão Democrática e formação de lideranças.

O fundamental é que no lugar de procurar a dificuldade, tod@s nós deveríamos incentivar as iniciativas democráticas que já existam e a partir daí se constituirão. Essas iniciativas vão se espalhando pelos mais diversos sistemas educacionais e unidades de ensino. As lideranças  impulsionarão a qualidade do ensino aprendizagem na sua região se espalhando por todo território nacional.

sábado, 24 de outubro de 2015

Nem aprovação automática nem reprovação insana

NEM APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NEM REPROVAÇÃO INSANA

Caminhar num fio tênue entre a aprovação automática e a reprovação insana.
A avaliação é um fato!
Constantemente avaliamos e somos avaliados.
A avaliação também é ideológica vejam esses versinhos:

"Tudo o que procuro acho,
Eu pude vê nesse crima,
Que tem o Brasi de baxo
E tem o Brasi de cima.
Brasi de baxo, coitado!
É um pobre abandonado;
O de cima tem cartaz,
Um do ôtro é diferente;
Brasi de cima é pra frente,
Brasi de baxo é pra trás".

(Patativa de Assarè)

O autoritarismo reprovou esses versos que, para eles, não tinham valor nenhum.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aprovou e Patativa foi ovacionado quando apresentou-o num congresso da Sociedade em plena Ditadura Militar.
A aprovação automática virou sinônimo de um estudo sem objetivos, sem qualidade...e com resultado duvidoso...adultos vendo as crianças saírem da escola sem saber ler e/ou escrever...passaram a contestar esse procedimento.
A educação pressupõe o diálogo (Paulo Freire). O diálogo pressupõe a escuta.
Sejamos coerentes com nossas concepções freirianas. Escutar é ouvir a sociedade que diz em alto e bom som que não aceita a aprovação automática e também não quer a reprovação excludente e insana de décadas passadas.
Como alternativa a esses dois caminhos precisamos buscar outro:
Nem aprovação automática nem reprovação insana...
Aprovação louvável para tod@s!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Podemos sonhar duas vezes?

PODEMOS SONHAR DUAS VEZES?

Nossa geração vem realizando o sonho de sua vida:
Todo mundo na escola,
A universalização do ensino!
O fruto do esforço de toda uma geração vem sendo realizado,
Agora um novo sonho toma forma:
Uma educação de qualidade para todo mundo.
Filosoficamente qualidade é um conceito discutível.
Por intuição, todo mundo sabe o que é uma boa qualidade.
Vamos sonhar novamente!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

quinta-feira, 17 de julho de 2014

DIPLOMA NA MÃO:

Sabendo ler, escrever, contar e se virar no mundo! 

Com as novas mudanças propostas para a educação na cidade de São Paulo, abriu-se uma discussão de que o objetivo principal do ensino é reprovar. Falso debate!
A meta básica de todo professor e toda professora é: ensinar a ler, escrever, contar e levar o estudante ao aprofundamento do conhecer o mundo para cuidar melhor do planeta, de si mesmo e do próximo.
Impossível, para o cidadão: pai, estudante, gestores, educadores... aceitar que a escola certifiquem formandos que não sabem ler, escrever e fazer cálculos básicos.
Um conjunto de propostas para melhorar a educação foi apresentado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo no ano de 2013, que se chamou projeto "Mais Educação", entre eles:
 -            O curso Fundamental passa a ter três ciclos: alfabetização, interdisciplinar e autoral, com três anos cada;
b -      A busca pela jornada integral com o fim do turno intermediário (conhecido como turno da fome) e a possibilidade de ampliação da permanência do estudante na escola durante todo o dia;
c   -           Organização e divulgação do Regimento Educacional com o conjunto de normas que define a organização e o funcionamento da unidade escolar;
d-             Nenhum aluno poderá deixar a escola sem ter os conhecimentos básicos em ciências, saber ler, escrever e calcular. É o fim da aprovação automática!
É nesse último item que surgiram críticas dos plantonistas sem causa. Elas tem se apegado e vem dizendo que a ênfase é na reprovação, estão culpando a vítima, tadinho do aluno que vai ser traumatizado e blá blá blá...
O objetivo principal, a grande meta é manter os índices de aprovação,  mais que isso, aumentar a quantidade de pessoas aprovadas, mas diferente de antes, com o estudante sabendo realmente o conteúdo de suas séries e caso não saiba ele terá várias outras oportunidades como: reforço, cursar a disciplina em que tenha dificuldade no contra turno, grupo de estudo, etc...
A avaliação deve servir a causa do bom aproveitamento nos estudos: dar rumo, reforçar pontos fracos... antes que o estudante chegue ao final do ano ou do curso e não tenha aprendido o básico.
O projeto foi apresentado à sociedade, aberto a sugestões e incorporado várias propostas de melhorias apresentadas pelos paulistanos.
Esta na hora de o estudante ao passar de ano e concluir o ensino fundamental, saiba realmente, ler, escrever, contar e tenha noções de artes, ciências, práticas esportivas, língua estrangeira.... consiga se virar no mundo!


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

                                                              PÁTIO DO COLÉGIO

domingo, 19 de janeiro de 2014

O livro

O LIVRO

O livro é um mudo que
Fala, um surdo que
Responde, um cego que
Guia, um morto que
Vive, e não tendo ação
Em si mesmo, move os
Ânimos, e causa
Grandes efeitos...


Pe. Antonio Vieira (1652)